terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Bilhetes



O bilhete individual tem o preço de 5 euros.

Pode usufruir de um desconto de 30% na compra dos 10 espectáculos.
Preço dos 10 espectáculos 35€

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

PROGRAMAÇÃO "CALE-se" 2018

Eunice Muñoz é o patrono da 11ª edição do Festival Internacional de Teatro "CALE-SE"
 




20 Janeiro [1º espectáculo]

LOUCOMOTIVA – GRUPO DE TEATRO DE TAVEIRO
Taveiro, Coimbra

A INFINITUDE DO UNIVERSO



Artur é um jovem especial. 
Não, esperem. Artur é um jovem, isso, um jovem normal. 
Não, também não é isto. 
Artur é um jovem mediano, aliás, medíocre, sem nada de destaque ou de relevante, até ao dia em que se voluntaria de forma obrigatória para uma experiência onde só tem de dormir durante um ano. 
Ora em vez de um ano, Artur dorme durante mil anos e acorda numa sociedade futurista e ultra-desenvolvida em que… não, também não é isto. Mil anos depois, graças à quase ausência de selecção natural, o ser humano acomodou-se, simplificou-se e estupidificou. 
Artur acorda para uma realidade para a qual não estava preparado. Artur acorda como o homem mais inteligente do mundo. Sim, leram bem.
Uma sociedade e um futuro que vai ao encontro do que dizia Einstein: “só duas coisas são infinitas: a estupidez humana e o Universo, e não estou certo em relação ao Universo.”

Autor: Jorge Geraldo
Encenação: Alexandre Oliveira | Luís de Melo
Elenco: Alexandre Oliveira – Artur;
Ana Luísa Durão – Segurança, Ministra, Polícia, Juíz, Ministra da Desfesa
Bernardo Almeida – Narrador, Acusas
Clara Silva Carvalho - Guia do Museu, Eva Gina
Eva Freire Tiago - Menina da Publicidade, Presidente Zé Qué Macho
Jaime Castelo Branco – Pedro, Artur Jovem, Pintas, Ministro da Euducassão
Luís de Melo – Pai, Investigador, Pivot, Pep-Si
Raquel Mensa – Inquilina, Mãe, Guia do Museu, Ministra da Cultural
Coreografia: Alexandre Oliveira
Sonoplastia: Alexandra Oliveira e Luís de Melo
Desenho de luz e Operação de luz: Paula Gaitas
Operação de Som: Celina Gonçalves
Cenografia: Henrique Pimentel
Execução cenográfica: Manuel Plácido e José Nogueira
Figurinos: Clara Silva Carvalho e Loucomotiva
Produção executiva: Luiz Serrano


75 MINUTOS | COMÉDIA | M/14


27 Janeiro [2º espectáculo]


CERRADO POR OBRA
Sevilha, Espanha


VIOLETA



Tomaram as suas casas, os seus corpos, a sua liberdade. 
Mas elas tomaram as pinturas de guerra, as ruas, os teatros.
E escutamo-las.
Violeta é uma e todas.
Nós tomamos as suas histórias, admiramos a sua luta, proclamamos a sua intenção. 
Retiramo-las da sua época. Levamo-las até à representação, percorrendo a obra com formatos intemporais para fazer-nos ver que o delito não tem idade e que a dor guarda memória.
A “Celestina” (Fernando de Rojas), “Carmen” (Bizet), “A vida é um sonho” (Calderón de la Barca) e “D. Juan Tenorio” (Zorrilla) fazem de trampolim cénico de histórias que pedem escuta.
O violeta é a nossa cor, mas é também o nosso nome.

Autor: Compilação de textos de Fernando de Rojas, Bizet, Calderón de la Barca e Zorrilla
Encenação: José Manuel Lozano
Elenco: 
Fátima Chamorro- Melibea; Lillas Pastia; Dancaire; Basilio; Doña Ines
Inmaculada Díaz – Melibea; Zuñiga; Segismundo; Brigida
Tamara Moreno – Melibea; Carmen; Basilio; Don Juan
Paula Domínguez – Melibea; Mercedes; Frasquita; Segismundo; Don Juan
Cenografia e Figurinos: Cerrado por Obra
Design Gráfico: Inmaculada Díaz e Paula Domínguez
Fotografía: David H. e Cerrado por Obra
Vídeo: Manuel Leandro


60 MINUTOS | TEATRO SOCIAL | M/12


3 Fevereiro [3º espectáculo]


AJIDANHA – ASSOCIAÇÃO DE JUVENTUDE DE IDANHA-A-NOVA
Idanha-a-Nova


O ANEXO



Quase todos conhecem a história dramática de Anne Frank, a jovem
adolescente, que com apenas 13 anos, se escondeu, juntamente com a sua família e outros quatro judeus, num anexo secreto para tentar escapar à sorte dos judeus, que haviam começado ser deportados por parte dos alemães nazis para campos de concentração em 1942*.
Mas poucos conhecem os detalhes dessa auto-reclusão. 
Anne escreveu quase sempre para uma amiga imaginária a quem chamou de Kitty, e com uma curiosidade pela vida e pelo comportamento humano, e com um sentido de humor muito peculiar para sua idade, descreveu
o dia-a-dia dentro do anexo, detalhando as suas rotinas e as dos seus habitantes, e os “acontecimentos extraordinários” a que estavam sujeitos. A honestidade dos seus sentimentos, a sua reflexão sobre a justiça, ou a curiosidade sobre a descoberta dos afectos, faz com que este testemunho, de esperança e perseverança, seja para todos as idades e todas as culturas.

*Dos oito habitantes do anexo, apenas o pai de Anne Frank (Otto Frank) conseguiu sobreviver aos campos de concentração. Foi através dele, que os diários de Anne Frank chegaram ao conhecimento do público.

Dramaturgia e Encenação: Nádia Santos
Elenco: 
Ana Grilo - Anne Frank
Carla Sofia Miguel - Kitty, amiga imaginária 
Cenografia: Nádia Santos, Rui Pinheiro e Rui Varão
Som: Nádia Santos
Desenho de luz: Nádia Santos e Paulo Vaz
Cartaz: Carlos Mohedano e Nádia Santos
Figurinos: Ana Grilo, Carla Sofia Miguel e Nádia Santos
Costureira: Fátima Antunes
Produção Executiva: Rui Pinheiro
Produção: Ajidanha


60 MINUTOS | COMÉDIA / DRAMA | M/12


10 Fevereiro [4º espectáculo]


TaCCO – TEATRO AMADOR DO CÍRCULO CATÓLICO DOS OPERÁRIOS
Vila do Conde


A MANSÃO



Olívia, uma viúva rica e influente, pretende casar rapidamente a sua única filha.
Entretanto, a sua meia-irmã, o seu advogado, o casal de criados metediços e o pretendente vigarista, pretendem meter a mão na sua fortuna.
Não será assim tão fácil!
Há contornos inesperados que tornam esta história uma grande confusão.
Uma comédia cheia de peripécias e de personagens hilariantes.

Autor: André Domicciano
Encenação: Afonso Carvalho
Adaptação: TaCCO
Elenco: 
Helena Santos - Olívia de Gusmão
Bárbara José - Ivone de Gusmão
António Ramalho – Marco
Vítor Rebelo – Paulo; Carolina Flores – Camila
Afonso Carvalho – Tone
Ana Almeida – Maria
Luís Almeida – Sebastião
Domingos Almeida - Bartolomeu de Gusmão
Paula Ramos – Elisa
Afonso Ferreira - Dr. Mário Silva
Luz e Som: Óscar Silva e Marta Oliveira
Cenografia: Domingos Almeida
Figurinos e maquilhagem: Daniela Carvalho
Comunicação: Teresa Sá
Grafismo: António Pinto
Produção: TaCCO


90 MINUTOS | COMÉDIA | M12


17 Fevereiro [5º espectáculo]


TEATRO AMADOR DE POMBAL
Pombal


LUSÍADAS?



Os Lusíadas, a grandiosa obra épica que relata os feitos heroicos dos Portugueses.  Vale sempre a pena relembrar as imortais palavras de Luís Vaz de Camões:  “As armas e os barões assinalados,  Que da ocidental praia Lusitana,  Por mares nunca de antes navegados,  Passaram ainda além da Taprobana,  Em perigos e guerras esforçados,  Mais do…” … hum… se calhar… isto é um pouco aborrecido!...

Luis “Vaz de“ Catarro

Autor: adaptação livre de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões
Encenação: Luís “Vaz de” Catarro Assistente de encenação: Joana “Vaz de” Ferreira  Elenco: Carla “Vaz de” Ribeiro - Marte, Inês de Castro, Dama Inglesa; Daniela “Vaz de” Gaspar - Neptuno, Rei de Melinde
Gabriel “Vaz de” Bonifácio - Narrador, Vasco da Gama
Humberto “Vaz de” Pinto - Narrador, Paulo da Gama, Adamastor 
Patrícia “Vaz de” Rolo - Júpiter, Rei de Mumbaça
Patrícia “Vaz de” Valente - Vénus, Dama Inglesa 
Paulo “Vaz de” Rodrigues - Baco, Rei D. Pedro, Velho do Restelo, Tétis Figurinos: Elsa “Vaz de” Silva Desenho de Luz: João “Vaz de” Alegrete Cenografia: Gabriel “Vaz de“ Bonifácio, Gustavo “Vaz de“ Medeiros, Joana “Vaz de” Ferreira e Luís “Vaz de” Catarro Produção: Joana “Vaz de” Mendes Agradecimentos: João “Vaz de” Batista (Efeitos d'Esboço), Luís “Vaz de” Portela (Redibrinde), Luís “Vaz de” Camões e os Portugueses em geral 


50 MINUTOS | COMÉDIA | M/6


24 Fevereiro [6º espectáculo]


TEATRO VITRINE
Fafe


BLACKLIGHT MC



Blacklight MC é uma sombra do promissor e bem sucedido rapper de outrora.
Actualmente, toxicodependente e homicida, vive, por um lado, as problemáticas inerentes à sua condição de dependente químico, e, por outro, as de um jovem amargurado pelas diversas armadilhas que a vida insiste em colocar no seu caminho.
No seu pensamento, Alice, a eterna amada com quem Blacklight sonha.
Na sua vivência diária, Big B, o inseparável amigo, moribundo, com quem compartilha dúvidas e certezas, alegrias e tristezas...

Texto premiado com o Grande Prémio Inatel/Teatro – Novos Textos, Blacklight MC é uma drama que visa alertar consciências para as diversas consequências que a utilização das drogas pode trazer para a vida dos jovens em geral.

Autor: Paulo Castro de Oliveira e Rui Damas
Encenação: Orlando Alves
Elenco: Rui Rodrigues - Blacklight MC
Elisa Freitas – Bailarina
Cenografia: Orlando Alves
Figurinos: Teatro Vitrine
Desenho e operação de luz: Gilberto Magalhães
Desenho e operação de som: Filipe Neves
Caracterização: Maria José Leite


60 MINUTOS | DRAMA | M/16

3 Março [7º espectáculo – extra-concurso]

THEATRON - ASSOCIAÇÃO CULTURAL
Montemor-o-Novo


ALFACE PARA 10 VOZES






“Avô, desta é que morres? 
Acho que sim. 
E é coisa para quanto tempo? 
Temos tempo, prometeu ele.” 

As 10 vozes desta peça são João Carlos Alfacinha e usam as palavras exactas com que ele descreve as memórias da sua cidadezinha de província, as proezas sexuais do avô e ensinamentos que ficam para uma vida.


Encenação e Dramaturgia: Paulo Quedas 
Elenco: Beatriz Casa Branca Santos; Bernardo Xavier; Carlota Lloret; Carolina Claro; Filipe Armas, Iara; Inês Cruz; João Mocinho; Margarida Macedo; Matilde Salgueiro; Pedro Brandão Mira 
Luz: Tiago Coelho 
Produção: Bernardo Xavier; Todinha Santos 
Apoios: O Espaço do Tempo 
Agradecimentos: Victor Guita; Oficinas do Convento


70 MINUTOS | COMÉDIA/DRAMA | M/12


10 Março [8º espectáculo]


TEATRO CONTRA-SENSO
Lisboa


3 GRAÇAS & 6 SENTIDOS




3 Graças & 6 Sentidos é um thriller teatral que encerra a intenção de provocar o público, expondo-o a questões tabu que perturbam a sociedade. A promiscuidade sexual, as doenças sexualmente transmissíveis, a bissexualidade, a violência doméstica, o crime, o tráfico de droga, o vício, o roubo de órgãos e a morte são alguns dos motes desta peça, despidos de ilusões e postos a nu, sem artifícios... crus e horripilantes... 

Esta é a história de 3 irmãs – Eufrosina, Aglaia e Tália – das suas vidas e vicissitudes. É uma peça intemporal em que as personagens podem ser adaptadas a qualquer época, espaço, tempo... 
O ambiente criado é de extrema elegância – a alta sociedade retratada nas suas variadas formas de expressão: as confidências e as existências obscuras, muito dinheiro e muito tráfico, meninas da noite e senhoras de dia... 
Para além da acção principal que cerca as Três Graças, uma trama secundária: um gang liderado por uma mulher de traços masculinos recria os meandros do submundo do tráfico de droga.
Em simultâneo, o roubo de órgãos vai abalar as relações entre as três irmãs. Quem será o responsável por tamanha perversidade? 
Questões tabu são postas em cena numa interacção com o público que não será deixado impávido e sereno, somente a assistir. Temas actuais e incómodos são impostos ao público, de tal forma que o sexto sentido prevalecerá. O sexto sentido será a capacidade subliminar de descobrir a verdade na mentira...



Autoria e Encenação: Miguel Mestre
Elenco: Eufrosina - Marlene Fonseca; Aglaia - Sandra Mestre; Talia - Marina de Oliveira; Oliver - André Santos; Consuelo – Bruna Antunes; Rómulo – Alexandre Silva; Atila – Miguel Lambertini; Poison – Neide Semedo 
Selecção musical e operação de som: Sebastião Alves 
Desenho e operação de luz: Nuno Pereira 
Figurinos: Miguel Mestre
Cenografia: Miguel Mestre
Caracterização: Diva Mestre 
Fotografia: Lucie Lu 


90 MINUTOS | THRILLER | M/16

17 Março [9º espectáculo]


TEATRO INDEPENDENTE DE LOURES
Loures


A CASA DE BERNARDA ALBA




Com um clima extraordinariamente caracterizado, esta peça de Federico Garcia Lorca, é a história do drama de um celibato forçado, numa aldeia de Espanha onde os homens escasseiam. 
Bernarda Alba e suas filhas, enlouquecidas de solidão, tragicamente possuídas de amor por Pepe Romano, são personagens inesquecíveis, tristemente exuberantes no seu desejo frustrado onde a vida é uma
luta constante contra preconceitos e castas.

Autor: Federico Garcia Lorca
Encenação: Filipe Mateus Lopes e Luís Paniàgua Féteiro
Elenco: 
Ana Raquel Gonçalves - Martírio
Ana Sofia Cerqueira - Madalena
Anaísa Carolina Ferreira - Criada
Catarina Monteiro Marques - Angústias
Helena Mourão Guerreiro - Maria Josefa (mãe)
Izabela Matias Lemes - Amélia
Maria Cristina Lomba - La Poncia
Mariana Mateus Lopes - Adela
Tânia Mendes Botas - Bernarda
Cenografia: Carlos Alberto Machado e Filipe Mateus Lopes
Figurinos: Ana Raquel Gonçalves e Catarina Monteiro Marques
Costureira: Lurdes Silva
Desenho de luz: Luis Paniàgua Féteiro e Telmo Alexandre Santos
Operação de som e luz: Filipe Mateus Lopes e Luis Paniàgua Féteiro
Sonoplastia: Luís Paniágua Féteiro
Caracterização: Clara Paniàgua Féteiro e Vanda Borges Ferreira
Design Gráfico/Fotografia: Filipe Mateus Lopes e Telmo Alexandre Santos
Produção Executiva: TIL


80 MINUTOS | DRAMA | M/12 

24 Março [10º espectáculo – extra-concurso]


CALE ESTÚDIO TEATRO
Vila Nova de Gaia

COMO ESTAMOS DE AMORES?



Comédia para um casal. O texto mostra o fim de um casamento.
Alberto conhece Laura num bar onde ela era empregada. Os dois envolvem-se e Laura acaba por ir morar com Alberto. Assim começa uma relação que carece de romantismo. Alberto é um cínico. Laura uma sonhadora. 
Mas os dois tem algo em comum: são duas pessoas solitárias que se acomodaram numa relação onde os jogos de agressão são uma constante e os dois preferem culpar sempre o outro, em vez de tentar mudar alguma coisa por iniciativa própria.
A pergunta é: para quê continuar casado? E a resposta parece ser: pior é a possibilidade de terminar só.
Esta é uma peça que fala de relacionamentos. Mas, apesar do humor ácido que, por vezes, parece céptico, acredito que a principal mensagem deste texto seja que é preciso amar.
No entanto, para que qualquer relação tenha futuro, ela deverá ser construída sobre bases sólidas, sobre verdades.
E, no caso dos personagens desta trama, a verdade foi ocultada desde o início. Depois, o que ficou foram as acusações. E agredir não é exactamente a melhor forma de sermos sinc
defendermos, levantando mais barreiras que nos deixam longe de revelar a verdade de nossa alma.
Espero, sobretudo, que vocês possam rir desses personagens patéticos que, apesar de necessitarem desesperadamente do amor um do outro, não aprenderam a pedir e, muito menos, a se entregar. 
(Emílio Boechat)



Autor: Emílio Boechat
Título original: É impossível ser feliz sozinho
Adaptação: Cale Estúdio Teatro
Encenação: António d’Alegria
Elenco: Laura - Graça Russo; Alberto - Cândido Xavier
Cenografia: Cândido Xavier
Figurinos: Graça Russo
Desenho de luz: Carlos Gonçalves
Sonoplastia: Cândido Xavier
Operação de luz e som: Carlos Gonçalves
Produção: Cale Estúdio Teatro


50 MINUTOS | COMÉDIA | M/12


 



domingo, 24 de setembro de 2017

Festival "CALE-se" 2018 - abertas inscrições

"CALE-se" Festival Internacional de Teatro estará de volta em 2018, para a sua 11ª edição,
depois do interregno forçado em 2017, devido às obras de requalificação do Auditório Municipal de Vila Nova de Gaia.
Este certame é organizado pelo Cale Estúdio Teatro e é o único festival internacional de teatro, realizado em Portugal, com carácter competitivo,
ao qual podem concorrer todos os grupos de teatro não-profissional portugueses, da UE e dos países de língua oficial portuguesa.
A edição de 2018 decorrerá entre 20 de Janeiro e 24 de Março de 2018, em Vila Nova de Gaia.

As candidaturas estão abertas até 31 de Outubro.
obs.
Pode consultar o regulamento no topo da página
Pode fazer download da ficha de inscrição no topo da página

Para mais informações, por favor contactar:

----------------------------------------------------------------------------
Cale Estúdio Teatro - Associação Cultural de Actores
Tlm. (+351) 911 062 216



CALE-se" International Theatre Festival

The Cultural Association Cale Estúdio Teatro announces “CALE-se” International Theatre Festival XI taking place in Vila Nova de Gaia, Portugal, between 20th January and 24h Mars 2018.
This festival is is the only Portuguese international theater festival that takes place in a competitive environment.

Groups from UE are invited to perform a piece, belows the regulation.
Applications to appear at the festival are now open and the deadline to send in your applications is 31 October 2017.

Full information and the Registration Form attached.

For further information contact:
Cândido Xavier
caleestudioteatro@gmail.com

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

"CALE-se" fechado por obras



Obras de remodelação do Auditório Municipal de Gaia inviabilizam a realização do Festival Internacional de Teatro, organizado pelo Cale Estúdio Teatro






A 11ª edição do "CALE-se" Festival Internacional de Teatro, organizado pelo Cale Estúdio Teatro não acontecerá em 2017. 
Depois de nove anos em Canidelo, a 10ª edição do certame internacional foi realizada em 2016 no Auditório Municipal de Gaia, na celebração dos 10 anos do festival.
Quando, na sessão de encerramento, a 19 de Março último, foi garantido o regresso do evento àquele palco em 2017, ainda não se afiguravam as obras de remodelação, que entretanto se iniciaram.
As obras de requalificação e modernização daquela importante infra-estrutura cultural vão estender-se ao longo de 180 dias, ou seja, até finais de Maio, inviabilizando a realização do festival, que tradicionalmente ocorre entre Janeiro e Março de cada ano.
O Cale Estúdio Teatro esperou até ao último momento o anúncio de não avançar com a edição de 2017.
Ponderadas outras hipóteses de alteração de local e datas de realização, entendeu a organização não avançar com a edição de 2017, projectando a 11ª edição do festival para Janeiro de 2018, no renovado Auditório de Gaia.

terça-feira, 22 de março de 2016

Mensagem de Roberto Merino M. para o CALE-se 2016

Dias de Vinho e Rosas

Days of Wine and Roses, é o nome dum filme que Blake Edwards realizou em 1962. A crítica o assinalou na época como; “ um grande filme, um filme, difícil de se ver. É duro, amargo, denso, pesado. É uma angustiante viagem ao fundo dum poço …e o espectador é obrigado a entrar nele, pela maestria da direção, pelo estilo realista, cru, e pelas interpretações extraordinárias de Jack Lemmon (um dos meus actores favoritos) e Lee Remick.”
Como na vida real, não se chega ao fundo do poço … de maneira rápida, abrupta. Bem ao contrário. As primeiras doses dão uma sensação de leveza e de euforia….
Os créditos iniciais do filme mostravam rosas ao fundo, enquanto vamos vendo os nomes dos atores, da equipa, ao som duma canção criada especialmente para o filme por Henry Mancini…e os versos de Johnny Mercer, nos lembram que ; “The days of wine and roses laugh and run away like a child at play / Through a meadow land toward a closing door”.(“Os dias de vinho e rosas…/Rir e fugir como uma criança a brincar /Através de uma paisagem/Dum prado/prado em direção /a uma porta a fechar "
Dias de vinho e rosas. Parece o paraíso. É o nosso amargo/doce, aquilo que nos lembra a composição binaria da vida… antes de empezar a escrever esta pequena mensagem o nome que me veio a cabeça foi este Um dia de vinho e Rosas… chegamos ao final de uma etapa, de um pequeno ciclo construído com amizade, talento,criatividade, luz imaginação e… aquilo que é superior; o Teatro… sim foi o teatro que nos convocou nestas sessões, foi o teatro que fez possível este fenómeno.foi a força do teatro que abriu o pano e acendeu as luzes, ligou os motores da emoção… despertou o sorriso leve, o riso adulto ou a louca gargalhada… meus amigos estamos aqui porque gostamos de teatro, porque amamos o teatro, porque todos nós pedimos ao teatro apenas aquilo que o teatro é ou aquilo que nós desejamos que o teatro seja… apenas isso TEATRO…
A vida pode ser resumida num quotidiano de Vinho e Rosas, numa valsa de vinho e rosas… coisas boas , coisas más… doce , agridoce… amargo…
Queria recordar aqui as palavras do dramaturgo Luíz Francisco Rebello aquando a primeira edição do FITEI no ano de 1978 na cidade do Porto “ nascido em Novembro de 1978, transformou a cidade motivando a gente da cidade e das suas periferias para sair à rua e participar indiferente à falta de conforto ou ao inóspito das salas e espaços que nessa altura albergavam as iniciativas teatrais na cidade, na mensagem dirigido na primeira edição do Festival, oficialmente aberto a 10 de Novembro de 1978, Luís Francisco Rebello (autor e historiador do Teatro português) antecipava o significado histórico desta iniciativa, apresentando-a como “uma das mais importantes manifestações culturais de ressonância internacional, do Portugal democrático saído do 25 de Abril” (apud Porto 1997: 215). “Do modelo da antiguidade, que conjugava de forma irrepetível a equação entre a experiencia teatral e a presença cívica, o festival de teatro dos nossos tempos, definitivamente inaugurado em Avignon por Jean Vilar em 1947, recupera a territorialidade e a ambição aglutinadora, condições indispensáveis para a experiencia de festa que encontra em “festival” a sua forma adjetiva “(cf. Oliveira 2003: 99) Memória, reconhecimento e desafio Paulo Eduardo Carvalho /Mensagem à 28.ª edição do FITEI - 31 de Maio de 2005, TNSJ 
É a isto que o Grupo organizador nos convocou durante todas estas noites, a uma festa, a uma pequena espécie de orgia e/ou alegria de ver como os nossos problemas as nossas ambições as nossas esperanças são representadas por outros, pelos actores. Mas nunca abandonando o sentido de representação e o sentido de comunicação.
Agradeço aos organizadores por estas dez noites de magia, fantasia e ilusão… Margarida Carpinteiro lembrava-nos na sua breve mensagem na semana passada que a palavra amador encontra na raiz do amor a sua génese e claro que esta lembrança soa ou ressoa como um sino na nossa memória esquecida; tudo num ser humano deve ser feito ou comandado pelo amor, o amor aos outros e a nossa arte, ao serviço do público da história da humanidade e ao desenvolvimento humano em harmonia paz e fraternidade.

Na noite de encerramento do Festival Cale-se o Grupo organizador e os elementos do Júri querem lembrar esta figura exemplar do moderno teatro português, exemplar pelo seu dinamismo, criatividade, humor e generosidade. Particularmente lembro o ator nos meus primeiros anos de espectador em Portugal, as suas diferentes “rabulas” cada uma, uma personagem diferente, como heterónimos pessoanianos atitude criadora, que de um modo exemplar soube transmitir a um dos seus mais fieis e dedicados colaboradores o Herman José que dele apreenderia o mimetismo e a transformação de criar em cada figura um novo ser, um novo carácter. Pelo muito que o Nicolau Breyner nos deixou, só podemos estar-lhe agradecidos, nas gargalhadas, nas lagrimas, nos sentimentos camuflados de melodramatismo e na não verdade da ilusão teatral que muitos afirmam ser sempre uma mentira: Como disse Herberto Helder (e para terminar) Ninguém ama tão publicamente como o actor./Como o secreto actor.
Em estado de graça./Em compacto estado de pureza./O actor ama em acção de estrela./Acção de mímica./O actor é um tenebroso recolhimento /de onde brota a pantomina./O actor vê aparecer a manhã sobre a cama./Vê a cobra entre as pernas./O actor vê fulminantemente como é puro./Ninguém ama o teatro essencial como o actor./Como a essência do amor do actor./O teatro geral./O actor em estado geral de graça./ (poema acto de Herberto Hélder)

 Roberto Merino M

OPUS - Ajidanha em imagens

Para um Auditório esgotado, a noite de gala começou com "OPUS" pelo grupo Ajidanha, vencedor do prémio Melhor Espectáculo do CALE-se 2014, com a peça "À deriva". Uma brilhante início de noite!