quinta-feira, 19 de março de 2015

"Romeu e Julieta" encerra o Festival Internacional de Teatro "CALE-se" 2015

"ROMEU E JULIETA" Comédia – M/12
Adaptação livre da obra de WILLIAM SHAKESPEARE
Teatro Amador de Pombal (Pombal)





Encenar qualquer texto, clássico ou não, é sempre um trabalho de construção. Mas desta vez o trabalho começou pela desconstrução. Partimos do todo para as partes, retirando o excesso e mantendo o fio à meada. Optou-se por uma aproximação minimalista ao texto, em que a linguagem principal é o corpo do actor e a sua expressão física e visual, em detrimento (de forma vergonhosa, confessamos) das belas palavras de William Shakespeare, das quais apenas mantivemos as essenciais para fazer avançar o enredo. Não nos prendermos pelo modo como deve ser contada esta história tão reconhecida. Em vez disso, deixámo-nos levar pelo modo de como a história pode ser contada e recriada, convidando o público a imaginar, juntamente com o actor, todas as suas possibilidades e potencialidades. Aqui a tragédia anda a par com a comédia, o amor pouco tem de inocente, a sorte é apenas um pretexto, e o destino somos nós que o ditamos… (José Carlos Garcia e Nádia Santos)

Encenação e Espaço Cénico: José Carlos Garcia e Nádia Santos; Dramaturgia: Colectiva
Elenco: Abílio - Cristina David, Gabriel Bonifácio, Gustavo Medeiros, Joana Mendes, Humberto Pinto e Luís Catarro
Desenho de Luz: João Alegrete; Fotografia: Filipe Henriques, Jorge Ferreira, Nádia Santos e Leonel Mendrix

quarta-feira, 18 de março de 2015

O riso foi rei com "MACBETO" no último espectáculo a concurso do "CALE-se" 2015

"MACBETO" Comédia musical – M/12
de MIGUEL MESTRE (adaptação da obra “Macbeth” de William Shakespeare)
Grupo de Teatro Contra-Senso (Lisboa)



Esta é uma sequela da adaptação cómica de “Romeu & Julieta”, que transporta para a “peça escocesa” de Shakespeare as personagens Frei Lourenço e suas beatas, Alzira e Zulmira. Expulsos de Verona e exilados na sombria Escócia, as três personagens vêem-se envolvidas numa série de acontecimentos que resultam na morte do rei e consequente ascensão ao trono do seu general, MacBeto, com a ajuda da vilã mais “caturra” da Escócia medieval: Lady Macbeta. A ambição de estatuto e poder, retratada por Shakespeare no séc. XVI, é transportada para os nossos dias através da sátira ao status social e a quem quer, forçosamente, fazer parte desse clube restrito chamado de VIP ou Jet7. Estes divertidos personagens vão surpreender à medida que a trama se desenrola, e até o público terá uma palavra a dizer.

Adaptação e encenação: Miguel Mestre
Elenco: Beta - Ana Rodrigues; Betuxa - Marlinna; Betinha - Mónica Mendes; Macbeto - Rubinho; Lady Macbeta - Luísa Martins; Frei - Santinho; Alzira - Sandy; Zulmira - Marta Carvalho; Mac Royal de luxe (Rei) - Gonçalo Henriques; Soldado - Filipe Castro; Macchiken - André Lobato; Happy Meal (conselheiro do rei) - André Santos; Mac Flavour - João; Carpideiras: Agripina - André Santos, Esdrubalina - Gonçalo Henriques, Aldegunda - André Lobato e Capitulina - Filipe Castro; Vendedor de veneno - André Santos; Vendedor de espadas - Gonçalo Henriques; Vendedor de forcas - André Lobato; Vendedor de mocas - Filipe Castro
Letra das músicas: Miguel Mestre; Coreografias: Ana Rodrigues, Marlene Fonseca e Mónica Mendes
Cenografia e adereços: Ruben Reis e Miguel Mestre; Figurinos e Sonoplastia: Miguel Mestre
Desenho e operação de luz: Paulo Carvalho; Operação de som: Sebastião Alves; Revisão textos: Lou











quinta-feira, 12 de março de 2015

"COUSAS DE DEUS E DO DIABO" de Gil Vicente abrilhantou mais uma noite do "CALE-se" 9

"COUSAS DE DEUS E DO DIABO" Farsa – M/12
de GIL VICENTE
Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente (Ovar)



“Cousas de Deus e do Diabo”, título genérico que achámos por bem atribuir ao presente espectáculo, é composto por duas obras sobejamente conhecidas de Gil Vicente: O Auto da Índia e a Farsa do Velho da Horta. No Auto da Índia, conta-se a história de uma mulher a quem, estando o marido já embarcado para a Índia, vieram dizer que ele já não iria. A Farsa do Velho da Horta é a história de um homem honrado e rico, já velho, dono de uma horta, que, tendo-se apaixonado tão perdidamente por uma moça, acabou por gastar toda a sua fortuna, por artes e magias de uma alcoviteira.

Encenação e Figurinos: Manuel Ramos Costa
Elenco: Moça (Auto da Índia [AI]) - Beatriz Sousa; Castelhano [AI] - Carlos Granja; Anjo - Conceição Queirós; Velho (Farsa do Velho da Horta [VH]) - José Ferreira; Moça [VH]) - Juliana Almeida; Mulher [VH]) - Laura Poças; Parvo [VH]), Diabo - Luís Ribeiro; Marido [AI]- Manuel Costa; Ama [AI]- Palmira Rodrigues; Lemos [AI]- Ricardo Pinho; Mocinha [VH]) - Sofia Rodrigues; Branca Gil [VH]) - Teresa Leite
Direcção de Cena: Artur Leite; Contra-regra: Ricardo Pinho
Cenografia: José Correia
Caracterização: Isilda Margarida e Alice Grade
Som: David Aguiar; Luz: Miguel Duarte
Costureira: Cecília Pinho
Música original: Delfim Lima; Letra da cantiga de saudação: Teresa Leite
Imagem: Jorge Queirós; Produção: Contacto













quinta-feira, 5 de março de 2015

"NOCTURNA SUPRESSIO VAUDEVILLE IN AETERNUM" iluminou mais uma noite do Festival de teatro "CALE-se" 2015

"NOCTURNA SUPRESSIO VAUDEVILLE IN AETERNUM" Fantasia – M/12
de JORGE GERALDO
Loucomotiva – Grupo de Teatro de Taveiro (Coimbra)



Malson, um patrono das estrelas de espectáculos de Vaudeville, insiste em reabilitar um espectáculo de variedades, com tudo para ser levado pelos sussurros do tempo. Os artistas distinguem-se pela singularidade dos seus números artísticos, variantes grotestas de performances convencionais do mundo circense, que encontram no falhanço do talento a genialidade que os torna únicos e especiais. Malson encanta e deixa-se encantar pela beleza e magia da diferença e pelos pormenores distintivamente banais que fazem de nós quem somos... num mundo à procura do impacto artístico de grande dimensão, os pequenos detalhes harmonizam-se em laivos de consciência na mente do mestre de cerimónias que apenas procura em cada um dos seus artistas o elemento mais extraordinário da normalidade.

Encenação e sonoplastia: Alexandre Oliveira e Luís Melo
Elenco: Malson - Alexandre Oliveira; Réalta - Ana Luísa Durão; Izarra - Luís Melo; Bitoon - Inês Silva; Bitang - Luana Figueiredo; Ulduz - Clara Carvalho; Pagliacci - Luís Melo; Tenebris Creaturae I - Cristina Damas; Tenebris Creaturae II - Clara Carvalho; Tenebris Creaturae III - Inês Silva; Tenebris Creaturae IV - Luana Figueiredo; Tenebris Creaturae V - Catarina Castelo Branco; Tenebris Creaturae VI - Laura Providência; Tenebris Creaturae VII - Rita Morais
Figurinos: Marisa Antunes; Guarda-Roupa: Conceição Dias; Desenho e Operação de Luz: Ruy de Liceia
Operação de Som: Tiago Santos; Composição musical: Luís Melo; Voz Off: Francisco Amaral
Coreografia: Alexandre Oliveira; Imagem: João Ferreira; Produção: Loucomotiva










quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Sala quase cheia apaudio de pé a "A RAINHA DA BELEZA DE LEENANE"

"A RAINHA DA BELEZA DE LEENANE" Comédia negra – M/14
de MARTIN MCDONAGH
Taller de Teatro de Pinto (Madrid)



Nesta obra, o autor irlandês Martin McDonagh faz um retrato da Irlanda rural dos anos 80 através da história de Maureen, uma camponesa rude que vive em casa da mãe, uma idosa com carácter arrevesado e manipulador. Quando Pato Dooley reaparece na vida de Maureen, vinte anos depois da sua última conversa, com atractivos planos de mudança para a vida dela, a tensão dispara em mãe e filha: uma não quer ficar sozinha nas montanhas de Connemara, e a outra quer a todo o custo sair daquela prisão.
A complicar ainda mais as coisas está o irmão de Pato, Ray Dooley, um jovem impetuoso e inquieto, que exerce uma enorme censura sobre Mag e Maureen.

Encenação: José Luis Molinero Montalvo
Elenco: Mag Folan - Tina Rojas; Maureen Folan - Belén Díaz; Ray Dooley - Manu Madrid; Pato Dooley - José Luis Olmedo
Cenografia: Ricardo Rando Blásquez
Figurinos e Caracterização: Laura Eliseva Gómez Irigoyen
Sonoplastia: José Luis Arenas
Desenho de Luz: Carlos Gómez, Zaida Domínguez, Manuel Suárez e Jesús Larraondo
Fotografia: Dani Gallego
Movimento: Iago García Pérez
Design Gráfico: Taller de Teatro de Pinto
Produção: Taller de Teatro de Pinto












segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

"MORTOS DE FOME" em mais uma noite maravilhosa no "CALE-se" 9

"MORTOS DE FOME" Drama - m/12
de Linda Rodrigues 
Grupo Mérito Dramático Avintense 

No palco, um círculo formado por velas acessas- No centro do círculo, um montão de corpos, onde, depois, se verá uma mesa muito bem posta, com imensa comida de aspecto divinal. Num telão, ao fundo, passam imagens de guerra e de fome... conduzido por duas almas penadas, o público entra e acomoda-se na plateia. Os corpos amontoados, de peles muito brancas, como as dos mortos, ganham vida e as personagens, cujo os nomes iremos conhecer no decorrer da acção, acercando-se da lauta mesa, preparando-se para iniciar o festim. Mas... 

Adaptação e encenação : Manuel Ramos Costa 
Direcção de cena : Salomão Vieira 
Elenco : Dolores Fortes (Mãe) - Sílvia Costa ; Caim Fortes (Tio) - Marcos Amorim ; Aparecida Fortes ( Filha) - Andreia Rocha ; Demérito Justo Fortes (Filho) - Nuno Ferraz ; Maria Nazariela (criada) - Joana Moreira ; almas penadas Inès Monteiro e Tânia Cruz
Cenografia : Francisco e Luís Almeida
Figurinos : Lurdes Vieira e Teresa Silva
Video : Tiago & Tiago
Desenho de luz : Filipe Silva
Sonoplastia : Tiago Ramos
Caracterização : Inês e Tânia
Montagem de cena : Américo Bastos e André Teixeira
Imagem : Artur Leite











terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"PURO-SANGUE" trouxe algo diferente e brilhante ao "CALE-se"


Adaptação de textos de ANGELO BEOLCO, KARL VALENTIN E WILLIAM SHAKESPEARE
Opsis em Metamorphose (Cabeção, Mora)



Puro-sangue é o encontro entre dois actores, que transportam consigo uma herança cheia de vestígios de viagens através da ARTE e que dão vida às suas personagens, criando ambientes de grande cumplicidade artística…
Uma viagem pelos palcos da vida.
Um espectáculo para saborear.
“…Nunca te esqueças… há sempre uma personagem, o princípio da incerteza.”

Encenação: Margarida Abrantes
Elenco: Carlos Alves e Maria Alves
Cenografia, Figurinos e Sonoplastia: Margarida Abrantes
Desenho de Luz: Humberto Cunha e Manuel Abrantes
Operação de Luz: Humberto Cunha
Operação de Som: Manuel Abrantes
Produção: Opsis em Metamorphose